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Volta às aulas amplia gastos e desafia famílias a educar crianças financeiramente

Especialista aponta que listas extensas e apelo ao consumo podem virar oportunidade para introduzir noções de educação financeira desde cedo

Atualizado em 26/01/2026 às 17:01, por Redação Credinews e Assessoria.

Cadernos postos em prateleira em primeiro plano, com fundo desfocado, na fileira de cima. Abaixo pessoas desfocadas escolhem materiais escolares.

Oportunidade para iniciar o processo de conscientização dos filhos sobre controle de gastos. © Rovena Rosa/Agência Brasil

O período de volta às aulas costuma pesar no orçamento familiar, especialmente diante de listas de material escolar cada vez mais extensas e da grande variedade de produtos disponíveis nas lojas. Além do impacto financeiro, o momento também exige atenção dos pais ao comportamento de consumo das crianças.

Para Renata Watanabe, diretora de risco da DM, grupo de serviços financeiros especializado em gestão de crédito, esse cenário pode ser usado como uma oportunidade para iniciar o processo de conscientização dos filhos sobre controle de gastos, planejamento financeiro e tomada de decisão.

“Para os pais, pode ser mais fácil e econômico não levar os filhos para comprar material escolar. Porém, para as crianças é muito importante e prazeroso poder escolher aquilo que vai utilizar durante todo o ano letivo. Portanto, pode ser essa a oportunidade para os pais introduzirem alguns temas de educação financeira, explicando conceitos que talvez a criança ainda não compreenda, como preço, limite de gastos, compras prioritárias, etc”.

Comparar preços e definir prioridades nas compras

Uma das estratégias sugeridas é estimular a criança a comparar preços e avaliar alternativas antes da compra do material escolar. Segundo a especialista, os pais podem perguntar quais produtos o filho gostaria de ter e, a partir disso, discutir custos e prioridades.

“Se por exemplo ele pedir por uma mochila de valor muito elevado, peça para que ele busque outros modelos que possam ser mais em conta. Explique que aquele preço está muito alto e ajude-o a encontrar um produto mais viável. Isso ajudará a criança a compreender que dinheiro é um recurso limitado, e que para que fazer bom uso são necessárias escolhas inteligentes”.

Além disso, itens considerados não prioritários — como caixas de lápis de cor com muitas cores ou cadernos com excesso de adesivos — podem ser substituídos por opções mais simples, sem prejuízo ao uso escolar e ao planejamento do orçamento.

Consumo por impulso e escolhas conscientes

De acordo com Renata Watanabe, o mercado costuma oferecer produtos que estimulam o desejo de compras das crianças, o que reforça a necessidade de diálogo e reflexão antes da decisão final.

“O mercado gosta de oferecer produtos que despertem o desejo de compra das crianças, e por isso é importante conversar com eles e fazê-los refletir se realmente é necessário possuir certos itens. Uma dica seria anotar o produto específico que ele quer e, nas semanas seguintes, perguntar se o produto ainda faz sentido para a criança. Se não fizer, não precisa comprá-lo”.

Pesquisa de preços como parte da educação financeira

Outro ponto destacado é a importância de ensinar a criança a fazer pesquisa de preços em diferentes estabelecimentos, tanto em lojas físicas quanto online, fortalecendo o aprendizado sobre educação financeira.

“Junte-se a ele nesse processo, compare preços e mostre que o mais barato pode ser a melhor opção naquele momento. Isso será importante até mesmo para que ele valorize o que foi comprado e preserve o produto por mais tempo”.

A prática, segundo a especialista, contribui para formar hábitos de consumo mais conscientes e responsáveis desde a infância, com reflexos diretos no equilíbrio do orçamento familiar ao longo do tempo.