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Pix em 2026: veja os principais avanços em segurança, pagamentos recorrentes e uso no varejo

Sistema de pagamento instantâneo entra em nova fase de maturidade, amplia funcionalidades e reforça regras para prevenção a fraudes.

Atualizado em 19/01/2026 às 13:01, por Redação Credinews e Assessoria.

Mãos de uma pessoa seguram um smartphone com a tela aberta na área de pagamentos por Pix, exibindo opções como “Pagar”, “Ler um QR Code” e “Receber com Pix”. Ao fundo, desfocado, aparece o logotipo do Pix em uma tela maior, reforçando o contexto de transações digitais e pagamentos instantâneos no Brasil.

O Pix já ultrapassa três quartos da população brasileira em nível de uso, mantendo-se à frente do cartão de débito e do dinheiro em espécie. Foto de Bruno Peres/Agência Brasil.

O Pix, já consolidado como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil — adotado por mais de 75% da população, segundo dados do Banco Central — entra em 2026 em uma nova fase de maturidade. Desenvolvido pela autoridade monetária, o sistema de pagamento instantâneo passa a concentrar esforços na ampliação do uso em compras do dia a dia, no reforço da segurança e na consolidação de funcionalidades lançadas nos anos anteriores, tornando-se cada vez mais estratégico para consumidores e empresas.

De acordo com a pesquisa do Banco Central “O Brasileiro e sua relação com o dinheiro”, o Pix já ultrapassa três quartos da população brasileira em nível de uso, mantendo-se à frente do cartão de débito e do dinheiro em espécie. “Em 2026, o Pix deixa de ser apenas uma alternativa e se consolida como infraestrutura central de pagamentos no país, com impactos diretos no varejo, nos serviços e no setor financeiro”, afirma Ticiana Amorim, CEO e fundadora da Aarin Tech-fin.

Pix Automático amplia pagamentos recorrentes em 2026

O Pix Automático, lançado para pagamentos recorrentes, entra em 2026 em fase de expansão e padronização operacional. A expectativa do Banco Central é ampliar a adesão da funcionalidade por empresas de serviços contínuos — como educação, utilities, academias e plataformas digitais — além de melhorar a interoperabilidade entre instituições financeiras e a experiência de gestão das autorizações pelos usuários.

“Em 2026, o Pix Automático passa a ser uma alternativa concreta ao débito automático tradicional, com maior controle para o consumidor e custos operacionais mais eficientes para as empresas”, explica Ticiana.

Pix por Aproximação avança no varejo físico

O Pix por Aproximação, que começou a ser disponibilizado gradualmente em 2024 e 2025, entra em 2026 em fase de massificação no varejo físico. A funcionalidade passa a ser mais amplamente aceita em maquininhas, aplicativos de carteira digital e dispositivos móveis, aproximando a experiência do Pix à dos pagamentos contactless com cartão, especialmente em ambientes de alta rotatividade.

“O avanço do Pix por Aproximação em 2026 contribui para que o Pix dispute espaço direto com os cartões em pagamentos presenciais, reforçando sua presença no varejo e em serviços de conveniência”, avalia a CEO.

Segurança do Pix terá regras mais rígidas contra fraudes

No campo da segurança, 2026 marca o aprofundamento das regras do Banco Central para prevenção a fraudes. Medidas como o aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), o monitoramento mais rigoroso de chaves Pix e exigências mais duras para participantes do sistema fortalecem a rastreabilidade das transações e reduzem o risco de golpes, aumentando a confiança no uso do Pix.

Pix não tem taxa nem imposto, esclarece Receita Federal

A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposto monitoramento de transações via Pix para cobrança de impostos.

Em nota oficial divulgada nesta semana, o órgão reforçou que não existe tributação sobre o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse objetivo, prática proibida pela Constituição Federal.

Segundo a Receita, mensagens alarmistas sobre “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” são falsas. O Pix é apenas um meio de pagamento, assim como dinheiro ou cartão, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo.