/apidata/imgcache/c6815b5c82db5d4cfbba55beb5dced63.jpeg?banner=header&when=1769952076&who=339
/apidata/imgcache/82f987f3939054a6d9fc18ca763064bf.jpeg?banner=top&when=1769952076&who=339

NCoop aponta avanço do cooperativismo e juros menores para pessoas físicas e jurídicas

Crescimento do setor amplia capacidade financeira das cooperativas e fortalece competitividade frente aos bancos.

Atualizado em 30/11/2025 às 18:11, por Redação Credinews.

Homem adulto veste terno escuro, camisa social listrada e gravata preta. Ele está posicionado de frente, com expressão séria, em um fundo neutro e escuro.

Cleomir Kuhnen é coordenador do Núcleo das Cooperativas de Crédito de Francisco Beltrão (NCoop). Crédito da foto: Divulgação

O cooperativismo de crédito tem ganhado destaque no Brasil, especialmente quando o assunto é empréstimo pessoal. As taxas mais vantajosas oferecidas pelas cooperativas resultam da rápida expansão do sistema no país. Segundo Cleomir Kuhnen, coordenador do Núcleo das Cooperativas de Crédito de Francisco Beltrão (NCoop) e gerente de agência na Sisprime do Brasil, o setor deixou de atuar exclusivamente com micro e pequenas empresas e passou a operar com maior robustez financeira, atendendo demandas mais estruturadas de crédito.

“Algumas cooperativas já possuem capacidade financeira para realizar operações de crédito e atender demandas individuais com valores superiores a R$ 150 milhões por cooperado, sempre observando suas políticas de crédito, as normas vigentes e os limites de gerenciamento de risco estabelecidos pelo Banco Central do Brasil”, afirma.

Oferta ampliada de serviços financeiros

Muitas cooperativas surgiram segmentadas e com limitações operacionais. Com a modernização da legislação, essas instituições passaram a oferecer um portfólio amplo de soluções financeiras para pessoas físicas e jurídicas, incluindo financiamento de imóveis, veículos, equipamentos, capital de giro e crédito rural.

No país, a maior parte das operações de crédito imobiliário ainda é realizada pela Caixa Econômica Federal, que utiliza recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o que permite taxas reduzidas. Cleomir lembra que as cooperativas também oferecem linhas de crédito imobiliário e de financiamento de veículos há muitos anos, frequentemente com condições mais atrativas do que as praticadas pelos bancos comerciais.
 

“Cada sistema cooperativo define sua estratégia de atuação e divulgação, mantendo uma relação próxima com seus cooperados para ampliar sua participação no mercado de crédito”

Cleomir Kuhnen

Participação crescente no Sistema Financeiro Nacional

Dados do Portal do Cooperativismo Financeiro mostram que as cooperativas representam 6,43% das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Para Cleomir, o crescimento do setor supera o desempenho do sistema financeiro tradicional em praticamente todas as modalidades, o que demonstra competitividade e capacidade de expansão, mesmo em um ambiente altamente disputado.

“Apesar dessa evolução consistente, ainda existe amplo espaço para crescimento, dada a atual participação do cooperativismo de crédito no Sistema Financeiro Nacional e o potencial de desenvolvimento do setor”, completa.

Taxas menores no crédito pessoal

Cleomir destaca que o propósito das cooperativas é oferecer condições mais competitivas aos cooperados, reduzindo o custo financeiro das operações. No crédito pessoal, as taxas variam conforme o score, a capacidade de pagamento e as garantias apresentadas, mas costumam ser significativamente menores do que as praticadas pelos bancos tradicionais.

“Em algumas situações, essa diferença pode ser superior a 100%, o que significa que o cooperado pode pagar metade da taxa que pagaria em um banco comercial”, explica.

Como se tornar cooperado

Para ingressar em uma cooperativa, pessoas físicas ou jurídicas precisam integralizar o valor do capital social, definido conforme o estatuto de cada instituição. Esse valor pode variar de R$ 100,00 a mais de R$ 10 mil, dependendo do porte e das políticas internas.

Ao solicitar o desligamento, o cooperado tem direito à devolução da cota-capital integralizada, acrescida dos rendimentos previstos no estatuto. “Algumas cooperativas devolvem o valor imediatamente após a solicitação. Outras realizam o pagamento no exercício seguinte ou de forma parcelada, caso o saque comprometa a sustentabilidade da instituição”, explica Cleomir.

Garantia e segurança do dinheiro aplicado

Assim como os bancos contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), as cooperativas possuem o FGCoop – Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito. A cobertura é a mesma: até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.

“Vale ressaltar que as cooperativas de crédito são fortemente fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil e submetidas a auditorias internas e externas permanentes, garantindo altos padrões de transparência e gestão. A fiscalização aplicada às cooperativas é tão rigorosa quanto a dos bancos, e em alguns pontos até mais, devido ao modelo societário, fatores que contribuem para a governança, a solidez e a segurança do sistema cooperativo”, afirma.