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Município de Francisco Beltrão chega a 61,8 mil cooperados e se destaca no cooperativismo de crédito

Município registra crescimento de 89% no número de cooperados e, diante do potencial do setor, Acefb e cooperativas de crédito lançaram o projeto Cidade Cooperativa para integrar sistemas e ampliar ações conjuntas.

Atualizado em 02/12/2025 às 21:12, por Redação Credinews.

Vista aérea de Francisco Beltrão em um dia claro, mostrando a área central da cidade com grande concentração de prédios residenciais e comerciais. O cenário destaca o crescimento urbano, com edifícios altos distribuídos entre áreas arborizadas e bairros residenciais. Ao fundo, é possível ver colinas verdes e a paisagem típica do Sudoeste do Paraná, compondo um contraste entre desenvolvimento urbano e natureza.

Francisco Beltrão: Crescimento do número de cooperados. Foto de Gelson Corazza.

O cooperativismo de crédito vem ganhando força em Francisco Beltrão. Dados da Confebras (Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito) mostram que o município quase dobrou o número de cooperados em cinco anos. Em 2020, eram 32,7 mil associados. Em 2025, o total chegou a 61,8 mil — aumento de 89%.

O perfil demográfico indica distribuição equilibrada entre gêneros, com leve predominância masculina. Do total, 54,8% (27,99 mil) são homens e 45,2% (23,11 mil) mulheres. A maioria dos cooperados é formada por pessoas físicas, que representam 82,7% (51,11 mil), enquanto 17,3% (10,72 mil) correspondem a pessoas jurídicas.

Acefb reforça importância do cooperativismo de crédito

Com base nesse cenário de expansão e no potencial de crescimento, a Associação Empresarial de Francisco Beltrão (Acefb), em parceria com as cooperativas de crédito, lançou o projeto Cidade Cooperativa, criado para estimular ainda mais o cooperativismo de crédito no município e integrar esforços entre os sistemas presentes.

Segundo o presidente da Acefb, Rafael Menegotto, a iniciativa surgiu da percepção de que o município reúne um ambiente único no país.
“Identificamos que temos os seis sistemas de cooperativas de crédito atuando em Francisco Beltrão, e isso é um diferencial. Não são todas as cidades do Brasil que têm isso”, afirmou.

Ele relembra que já havia sido tentada, no passado, uma aproximação entre os sistemas, mas sem sucesso. “Eles chegaram a tentar fazer com os superintendentes, mas acabou gerando alguns atritos, porque pensaram muito na parte operacional.”

A proposta da Acefb buscou um caminho diferente, reunindo inicialmente os presidentes das cooperativas.
“Trouxemos a ideia de reunir primeiramente os presidentes, para que se conhecessem e conhecessem a metodologia do Empreender, que são os nossos núcleos. Individualmente, essas iniciativas são mais fracas. Unidos, conseguem se fortalecer.”
 

Núcleos de trabalho e ações conjuntas

Do movimento surgiram quatro núcleos temáticos que passaram a desenvolver ações específicas:

  • Núcleo de Gerentes: promove diálogo e iniciativas integradas entre lideranças operacionais.
  • Núcleo de Marketing: reúne equipes de comunicação das cooperativas para ações unificadas.
  • Núcleo de Educação: trabalha a disseminação da educação cooperativa, especialmente nas escolas.
  • Núcleo de Negócios: direcionado a estratégias e oportunidades comerciais conjuntas.

Menegotto ressalta que o objetivo central é fortalecer o ecossistema cooperativo e ampliar os retornos para a comunidade.
“Percebemos a importância dessas cooperativas não só pelos serviços financeiros, mas pelo impacto econômico. São salários mais elevados, benefícios que movimentam a economia e investimentos em projetos sociais, feiras, esporte e ações comunitárias.”

Para ele, o cooperativismo oferece proximidade maior com o cidadão e o setor produtivo.
“Eles ajudam no desenvolvimento. Não simplesmente emprestam dinheiro. Ajudam você a entender o seu negócio, a melhorar a gestão. É uma proximidade muito maior do que a de outros bancos.”

Próximos passos do projeto

O presidente da Acefb explica que o grupo está na fase de amadurecimento das ações.
“Passamos da etapa inicial, que era fazer com que se conhecessem e percebessem que não são apenas concorrentes, mas parceiros que têm objetivos em comum. Agora começamos a trabalhar as ações mais pontuais.”

A primeira frente será reforçar para a população que Francisco Beltrão é uma cidade cooperativa, destacando a força do setor.
“As cooperativas já fazem muitas ações sociais e comunitárias. Precisamos valorizar isso e ampliar cada vez mais.”

Acefb quer aproximar empresários das cooperativas

 

O diretor-executivo da Acefb, Joarez Ribeiro, reforça que a entidade vê no cooperativismo de crédito um caminho sustentável de desenvolvimento.
“Como entidade que representa a classe empresarial, temos o papel de mostrar ao empresariado que vale a pena trabalhar com as cooperativas.”

Ele reconhece que algumas condições podem variar entre instituições financeiras, mas destaca os benefícios de longo prazo.
“Por um lado, pode haver alguma taxa um pouco diferente, mas isso se reverte no retorno que as cooperativas dão para a sociedade, para o município e para as pessoas”, disse.

Joarez reforça que o trabalho da Acefb combina ações coletivas e parcerias individuais.
“Buscamos fortalecer e reforçar a importância do cooperativismo de crédito como um todo. É isso que estamos construindo junto nesse movimento da Cidade Cooperativa.”