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Fundos Imobiliários atrelados ao CDI e ao IPCA: entenda as diferenças e como investir em renda passiva

Com o atual cenário de juros altos e inflação fora da meta, investidores buscam entender como escolher as melhores opções em fundos de recebíveis.

Atualizado em 27/12/2025 às 10:12, por Redação Credinews e Assessoria.

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Christiano Moreira.

Em um cenário econômico marcado por oscilações na taxa de juros e na inflação, muitos investidores repensam sua estratégia de renda passiva e buscam entender as particularidades dos Fundos Imobiliários atrelados ao CDI e ao IPCA.

Dentre as alternativas do mercado, os Fundos Imobiliários de recebíveis, conhecidos como FIIs de papel, conseguem combinar renda passiva recorrente com pouca volatilidade, oferecendo maior previsibilidade aos cotistas, mesmo em cenários de instabilidade econômica.

Os FIIs de papel investem em títulos de crédito imobiliário, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que podem ser indexados ao CDI ou ao IPCA. O comportamento desses ativos tende a variar de acordo com o cenário econômico.

Diferenças entre FIIs atrelados ao CDI e ao IPCA

O sócio e gestor da Devant Asset, Christiano Moreira, destaca algumas características e comportamentos desses fundos. “Os Fundos Imobiliários que investem em CRIs indexados ao CDI tendem a performar melhor em ambientes de juros elevados. A rentabilidade desses fundos acompanha a taxa básica de juros da economia, proporcionando retornos mais imediatos. Porém, em períodos de queda da Selic, a rentabilidade desses fundos pode diminuir.”

“Já os fundos com CRIs indexados ao IPCA oferecem proteção contra a inflação, preservando o poder de compra dos investidores no longo prazo. Estes fundos são particularmente atrativos em cenários de inflação elevada, mesmo que os juros estejam em patamares mais baixos”, explica.

Perfil do investidor e prazo de investimento

Segundo o gestor, antes de decidir em qual tipo de fundo investir, é importante que o investidor leve em consideração fatores como o prazo de investimento, o cenário econômico vigente e sua tolerância ao risco.

“Investidores que buscam retornos mais imediatos podem se inclinar para fundos indexados ao CDI, enquanto aqueles preocupados com a preservação do poder de compra no longo prazo podem preferir fundos atrelados ao IPCA. Outra opção no mercado são os FIIs que contam com os dois indexadores em seu portfólio, combinando ativos indexados ao CDI e ao IPCA.”

Diversificação é a chave para atravessar ciclos econômicos

Na avaliação do especialista, a diversificação da carteira cumpre papel essencial na estratégia de investimentos. “Manter uma carteira resiliente e diversificada, que combine ativos atrelados tanto ao CDI quanto ao IPCA, permite navegar melhor pelos ciclos econômicos, protegendo o investidor das oscilações e maximizando as oportunidades”, afirma.

O gestor também ressalta a importância de avaliar os riscos associados a cada tipo de fundo. “Os fundos atrelados ao CDI estão sujeitos a riscos de crédito, ou seja, à possibilidade de inadimplência dos emissores dos títulos. Já os FIIs indexados ao IPCA podem ser impactados se houver queda da inflação, reduzindo sua rentabilidade real”, finaliza.