Dicas para começar 2026 no azul: controle de gastos e planejamento financeiro
Controlar gastos, evitar compras por impulso e planejar tributos ajuda a manter o orçamento equilibrado.
Professor Claudemir é especialista em finanças.
A chegada de janeiro costuma trazer a “ressaca” das despesas de fim de ano, e muitos consumidores começam o período já endividados. Além dos gastos com presentes e viagens, é neste momento que vencem tributos como IPTU e IPVA, além das despesas com material escolar. Sem reserva financeira, todo o planejamento de 2026 pode ser comprometido logo no início.
Para evitar esse cenário, o professor doutor Claudemir José de Souza, especialista em finanças e diretor do campus da Universidade Paranaense (Unipar) em Francisco Beltrão, orienta que o primeiro passo é o controle financeiro efetivo, iniciando pelo registro detalhado das despesas mensais.
Controle começa com o registro de gastos
Segundo Claudemir, é fundamental anotar todos os custos fixos — água, luz, telefone, internet, aluguel — além das dívidas já assumidas e suas parcelas. Ele recomenda também antecipar tributos. “Não esqueça de já anotar o IPTU e IPVA usando os valores do ano passado acrescido de 5% e, em seguida, lançar em paralelo os valores que você irá receber nos próximos meses; pode usar uma planilha Excel ou um aplicativo financeiro como Mobills, Organizze, Minhas Economias, Serasa Minhas Finanças e Spendee ou mesmo o bom e velho caderno”, afirma.
O professor reforça que visualizar os números é essencial para evitar excessos.
“É importante anotar, o seu cérebro precisa visualizar esses números, pois deixará você mais atento e menos propenso a gastar o que já não tem, pois está comprometido.”
Ele orienta que valores extras, como 13º salário, férias e comissões, sejam priorizados para o pagamento de dívidas e negociação de juros menores.
Evitar compras por impulso
Claudemir destaca que o planejamento deve ser contínuo, não apenas no início do ano. Um dos hábitos recomendados é adiar compras para refletir sobre a real necessidade.
“Após ter tudo anotado, quando for comprar algo evite compra por impulso deixando para comprar no outro dia e assim ganhar tempo para pensar e responder as perguntas: ‘Eu realmente preciso disso agora?’, ‘Isso cabe no meu orçamento e me ajuda a alcançar meus objetivos?’, ‘Por que quero isso (emoção ou necessidade)?’, ‘Onde vou guardar/usar?’ e ‘Seria o melhor uso do meu dinheiro a longo prazo?’. Foque sempre na questão da vontade/necessidade vs. realidade financeira”, ensina.
O professor reforça que o exercício deve ser contínuo: “Siga anotando as contas, ganhando tempo para pensar quanto a tudo que pretende comprar e confrontando a vontade/necessidade vs. realidade; tudo é exercício e, para tornar-se um hábito, precisa praticar.”
Priorize dívidas com juros altos e renegocie
Entre as estratégias recomendadas, Claudemir aponta a importância de priorizar o pagamento de dívidas mais caras. “Em primeiro lugar as dívidas com juros mais altos. Quando sobrar um dinheiro tente abater esses juros”, explica.
Apesar da digitalização dos meios de pagamento, a negociação tradicional continua eficaz. “A boa e velha renegociação é sempre muito válida. Ganhe desconto pagando à vista, renegocie sempre, faça uma reavaliação do orçamento em busca por economia, busque por renda extra e economia contínua”, orienta.
O especialista reforça que organização e disciplina são fundamentais para evitar que janeiro se torne um mês de aperto financeiro. Com planejamento, afirma, é possível começar o ano com mais tranquilidade e construir uma rotina financeira mais saudável.









