5 coisas que você precisa saber antes de entrar em um consórcio em 2026
O cenário é promissor, mas é essencial que o consumidor compreenda o funcionamento das cartas de crédito.
O cenário é promissor, mas é essencial que o consumidor compreenda o funcionamento das cartas de crédito.
Com a retomada econômica prevista para 2026 e o aumento da busca por alternativas de crédito mais acessíveis, o consórcio tem se destacado como uma das modalidades favoritas de quem deseja planejar a compra de um bem sem juros, seja imóvel, carro, moto ou serviços. Mas, apesar das vantagens, essa forma de aquisição exige atenção a detalhes que muitos consumidores ignoram.
“Entrar em um consórcio exige planejamento e disciplina. O cenário é promissor, mas é essencial que o consumidor compreenda o funcionamento das cartas de crédito, as possibilidades de lance e o prazo até a contemplação. Só assim é possível transformar o consórcio em uma ferramenta estratégica para conquistar bens de forma segura e econômica”, afirma Thiago Savian, sócio-diretor da Unifisa.
Para quem está pensando em aderir a um grupo no próximo ano, o executivo reuniu cinco pontos essenciais que ajudam a evitar surpresas e garantem uma contratação mais segura.
1. Consórcio não é financiamento — e isso muda tudo
Diferente do financiamento, o consórcio não cobra juros, apenas taxas administrativas e eventuais seguras. Em 2026, a tendência apontada por analistas é que as taxas de administração continuem mudando bastante entre administradoras, podendo representar até 20% do valor do crédito ao longo de todo o plano. Por isso, comparar custos totais é indispensável antes de fechar contrato.
2. A contemplação exige planejamento
Contratar um consórcio significa participar de um grupo que sorteia ou contempla cotistas por lance. A contemplação imediata existe, mas não é garantida. Para quem tem pressa, especialistas reforçam que o consórcio funciona melhor como um investimento de médio a longo prazo, especialmente em grupos de imóveis, que podem levar anos até a liberação do crédito.
3. Lance é estratégia — não obrigação
Muitos consumidores acreditam que precisarão dar um lance alto para serem contemplados, mas isso não é verdade. Para 2026, administradoras devem ampliar modalidades como lance embutido (utilizando parte do crédito contratado) e lance fixo, que facilitam o planejamento. Mesmo assim, é fundamental avaliar se dar um lance não compromete a saúde financeira.
4. A carta de crédito tem regras de uso
Mesmo após ser contemplado, o uso do crédito tem normas específicas: análise de documentação, avaliação do bem, prazos de liberação e exigências de garantia. Para imóveis, por exemplo, pode haver limites relacionados ao tipo de propriedade, regularização e localização. Entender essas regras evita frustrações após a contemplação.
5. O consórcio é vantajoso
O grande benefício do consórcio em 2026 é a possibilidade de adquirir bens com parcelas previsíveis, sem juros e com maior controle financeiro. Porém, esse modelo só funciona bem para quem consegue se organizar, manter pagamentos em dia e suportar o prazo de espera. Para perfis impulsivos ou com necessidade imediata do bem, o financiamento pode ser mais adequado.









